Toda arte é vegana, sabia? – PARTE 1

Semana 8

          Não sabia? Então este diário está aqui para provar! Hoje, focaremos em filmes e séries.

Filmes:

Os pássaros (de Hitchcock): a sinopse diz que uma rica socialite se interessa por um advogado em uma pet shop. Vai atrás desse romance e a cidade começa a ser atacada por milhões de pássaros. Ou seja, uma dura crítica à alienação da elite que insiste em comprar pets e não adotar. O ataque dos pássaros assassinos é simplesmente um revide para passar essa mensagem.

Matrix: sabe como criamos animais como objetos só para sugar sua energia? É exatamente o que as máquinas fazem com os humanos nesse filme. Os roteiristas escreveram uma linda metáfora para sentirmos na pele o que é ser criado como um produto de consumo de uma raça diferente. Lutar para destruir a Matrix é dever de todos, independente da espécie.

Free Willy: a baleia Willy simboliza todos os animais torturados futilmente pela indústria do entretenimento. O título também é certeiro, Willy vem do grego e significa: animais não humanos. 

Rei Leão: quem são os únicos que aparecem comendo carne  no filme? As hienas e o vilão Scar. Simba somente chega à maturidade após uma transição vegana na floresta, junto a Timão e Pumba. Ok, quase vegana, ele ainda devora larvas e insetos, não dá para ser perfeito. Mas parem de ser tão rígidos! Leões também não falam, e não vejo ninguém aí reclamando.

Titanic: um clássico emocionante. Quem não chorou com a história de Jack, um frango, que é sacrificado para Rose, um ser humano, viver? Vê-se claramente que cabiam Jack e Rose na tábua de salvação, mas dá-se pouca importância para vidas não humanas. Aliás, o filme venceu o Oscar de maquiagem por deixar o protagonista realmente muito parecido com um frango congelado.

Tubarão: aqui a dura crítica é contra os animais que são comidos vivos (polvos, ouriços, camarão, sapo, peixe, estamos orando por vocês). O protagonista, um tubarão, interpreta um professor com a tarefa de ensinar os humanos, é learning by doing mesmo aqui.

Piranhas: idem Tubarão.

Anaconda: idem Piranhas.

Séries:

House of Cards: qual a primeira cena? Kevin Spacey mata um cão gratuitamente e, dali pra frente, toda a casa dele cai. Inclusive a carreira do ator na vida real. Ótima crítica à violência contra animais.

Game of Thrones: os dragões representam toda a mágica do mundo animal que preferimos assassinar e torturar, enquanto nos destruímos na busca por sexo, dinheiro e poder.

Friends: série favorita dos cringes. Mostra a amizade, o afeto e as relações de longo prazo entre cinco suínos que passam 90% do tempo enjaulados no apartamento. Destaque para as desventuras do sexto elemento, o dinossauro Ross, que na verdade é um fantasma, pois morreu com um meteoro antes das filmagens.

Breaking Bad: uma série trágica de destruição familiar que não existiria se o protagonista não tivesse descoberto um câncer. Crítica sagaz ao consumo excessivo de salaminho.

Lost: tinha bastante relação com fumaça de churrasco, mas não entendi bulhufas do final, então prefiro não opinar.

The Walking Dead: tem dúvida da lição que querem passar? Comer carne gera um vírus que deturpa nosso cérebro e viramos zumbis atrás de qualquer carne. O filme vai um pouco além e mostra uma sociedade evoluída onde não há mais especismo. A questão colocada é: se você gosta de carne, o que te impede de comer humanos?

Ufa, por hoje é só. Em breve voltamos com mais História da Arte Vegana. Para fechar, uma breve questão sobre a pintura que ilustra esse texto.

Santa Ceia: você nunca percebeu que toda aquela discussão antes do jantar foi porque um ali se assumiu vegano? Pois essa é a verdade nua e crua. Diversos documentos atestam que ele se recusou a posar mastigando um bife. Agora, quem era o vegano ali fica pra leitora refletir como lição de casa.

Leandro Franz é economista, escritor e wannabe vegano. Seus últimos livros são “A Pequena Princesa” (Ed. Letramento), “No Útero de Paulo, o Embrião não Nascerá” (Ed. Penalux) e “Por toda vida, Carolina” (e-book Amazon).

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